sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Despida ideologica



Escrito por Raíza Hanna
Desde criança que eu escuto falar da fúria dos Homens, da inveja que os alimenta, do rancor que os destroem, da raiva que, por vezes, os fazem cometer loucuras. Mas nunca acreditei sinceramente nisso, sempre achei que as coisas ruins que aconteciam proviam de algum passado que o indíviduo teve, acreditava que um bandidoderepente houvera cometido certo crime por alguma justificativa temporal, mesmo que banal. Deixe-me explicar melhor, acreditava que, por exemplo, um criminoso chegou a ser reconhecido por esse mesmo nome por ter vivido talvez algo na infância ou sua vida ter sido muito difícil, certo e obviamente que isso não justifica o ato do tal criminoso, mas na minha cabeçinha inocente pensava que este bandido haveria de se maltratar sentimentalmente e um dia se arrepender.
Outra crença que sempre tive, é a de que eu ficava no meio de dois termos, o de haver destino e o de o indíviduo decidir o seu futuro e/ou caminho a seguir. Acho que o ser humano faz suas próprias escolhas, mas sempre acreditei, ao mesmo tempo, que para todos existe um certo destino, e como boa supersticiosa, acredito que o que se faz de ruim, paga-se de ruim, o que se faz de bom, paga-se de melhor ainda, ou seja, sigo os ditados populares que expressam a ídeia "aqui se faz, aqui se paga"; "as sementes que planto hoje são os frutos que colherei amanhã" e "depois da tempestade vem a bonança". E devo confessar que alguns dessas minhas ideologias foram quebradas, e hoje vejo o quanto fui inocente e até estúpida.
Com o tempo aprendi que a fúria dos Homens existe, que a raiva, rancor e a inveja pode ocupar o coração de um ser e que isso não acontece só em novela das oito ou romances editoriais, que a falsidade pode destruir amizades e a falta de sinceridade pode arrasar corações. Aprendi também que você deve conhecer bem com quem se relaciona porque no futuro talvez essa pessoa possa lhe fazer algum mal (eu nunca, do fundo do meu coração, imaginei que isso fosse verdade, hoje sei que é).
Em relação a tudo isso, construi uma certeza e que, por hora, se transforma nem anova ideologia, a de que mesmo sabendo (e passando na pele) por essas circunstâncias eu ainda assim acredito no bem, acreditona amizade e no amor de verdade, acredito ainda na minha enorme força positiva (a que todos chamam de Deus) e que ela continua me protegendo e vai sempre proteger àqueles que ajudam a ela a crescer (pensamentos e atitudes positivas alimentam forças positivas), acredito ainda piamente que o que planto hoje é o fruto que colherei amanhã e acredito ainda nos Homens honestos e verdadeiros (ontem mesmo topei com três deles).
E o que espero é que a vida ensine àqueles que foram falsos, àqueles desonestos, àqueles gananciosos exagerados, para que eles possam se render e se arrepender para poderem deitar a cabeça no travesseiro e conseguirem dormir em paz.
Em paz.
É isso que o mundo precisa, de paz.
Paz!