quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aprendiz andante.


É verdade quando falo sobre meus amores. É verdade quando digo que consigo esquecer qualquer amor heros que possa sentir. Tenho certeza disso. Mesmo só com dezenove, sei que qualquer paixão ou amor fatal que sinta, é provável de esquecimento por minha parte! Já tive tantos deles, já me apaixonei diversas vezes, nem cabem nos dedos. Amei, duas. Nas duas sofri, e aprendi. Aprendi a esquecer, um depois o outro e o outro. Cheguei a tal ponto (que é o que me encontro hoje) de apenas gostar de quem me gosta, só amar se for retribuída. Talvez seja egoísmo. Mas sempre que me sinto encantada por alguém, faço de tudo para que não passe de um encantamento, me repito milhões de vezes 'Raíza, não se apaixone. Sofrer de novo não.' E então me envolve até certo ponto, e é só a pessoa não me corresponder que em simples piscares de olhos esqueço. Como queria ser pura como era no tempo em que o amor e as histórias românticas me faziam sonhar. Mas por enquanto me encontro na estação 'Prudência', e ainda (intimamente) espero o trem que me levará sem volta. Enquanto este trem não chega, aprendi a amar de outras formas. Amo, amo muito. Aprendi a me amar, a amar as pessoas a minha volta, aos meus livros, meus filmes. Aprendi a amar a liberdade. Aprendi a não só amar como também compreender meus pais, ah e como aprendi. Aprendi a amar o Mundo e tentar transformá-lo. Enquanto tiro notas altas em matéria de amor, tenho aulas de reforço em coragem, em felicidade e em sonhos. Estou aprendendo a ter cada dia mais coragem para seguir meus sonhos e desfrutar da felicidade, que já possuo, ao invés de ficar procurando por ela, sem saber que ela está bem aqui, dentro de mim. Porque eu aprendi com uma grande pessoa que conheci e só pude desfrutar de sua amizade durante pouco mais de um mês, que felicidade é fazer tudo o que você gosta, sem temer ninguém, é acreditar em si e se sentir bem sempre, pra conseguir deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo. E foi isso que comecei a fazer, a assumir minha identidade e fazer só o que gosto, escolhi não me render a sociedade moderna. Claro que ainda preciso melhorar muito minha nota nessa matéria, mas posso dizer que tenho estudado muito e reforçado cada vez mais esses ideais em mim. Ah, e também aprendi a e ainda aprendo muito com uma pessoa que nem se quer sonha que me ensina tanto. Mas, que só com o olhar me mostra razões de ser feliz, da forma mais simples. Aprendi a amar essas pessoas sem querer que elas estejam sempre comigo, aprendi a ter calma. Na verdade, estou aprendendo tudo isso. Aos pouquinhos. Sou e serei sempre uma aprendiz da vida. Se era triste, hoje encontrei um modo, meu modo, de ser feliz. Encontrei meu mundo perdido dentro de mim mesma.

'Não sou nada, e nunca serei nada. A partir disso tenho em mim todos os sonhos do Mundo'
Fernando Pessoa