quarta-feira, 5 de agosto de 2009

De-escrevo

Escrevo porque gosto.
Escrevo para desabafar, pra mostrar o que sinto, pra explorar minhas emoções, pra abrir meu coração.
Escrevo porque sei que assim me entrego, e não nego quando dizem que sou emotiva.
Escrevo para analisar fatos, relembrar cenas, marcar notas.
Escrevo porque tenho um vocabulário de emoções para expor numa folha de papel.
Escrevo quando me sinto sozinha, decepcionada, irritada ou quando me sinto feliz, duvidosa, esclarecida.
Escrevo quando amo alguém. Escrevo quando não consigo me ver refletir no espelho ou quando me vejo mas não sei quem sou.
Escrevo quando só assim posso dizer tudo o que penso, tudo o que sinto, tudo o que observo do meu jeito.
Escrevo quando vejo injustiças sendo cometidas sem ninguém para observá-las e impedi-las ou quando esbarro com mentes preconceituosas e imutáveis.
Escrevo quando observo as pessoas ligarem só pra beleza externa da outra, como se fossem conversar com a imagem dela.
Escrevo quando ligo a TV e me deparo com Guerras, mortes, violência, doenças incuráveis, fome, terrorismo.
Escrevo quando vejo exemplos de gente corrupta, roubando e enganando a sociedade menos favorecida. E quando me mostram a escandalosa desigualdade social e quando noto a seca do Nordeste, com tanta gente tendo de sobreviver nela.
Escrevo pra tentar concertar o mundo.
Escrevo também quando escuto o barulho gostoso das ondas batendo rente a praia ou quando o vento sopra nas árvores.
Escrevo quando o silêncio fala. Quando o escuro mostra sua luz.
Escrevo quando vejo o sorriso inocente de um bebe. Quando encontro as pessoas que amo e que me amam também.
Escrevo quando ouço música. Quando leio livros. Quando ouço poesia. Quando vejo teatro. Quando sinto a arte em mim.
Escrevo quando presencio cenas de pessoas se ajudando, quando conheço personalidades fortes e batalhadoras ou pessoas que independente do que são, assumem o que são e o que sentem.
Escrevo quando vejo o pôr-do-sol e o nascer da lua cheia.
Escrevo quando sonho. Escrevo quando tenho sonhos.
Escrevo quando ganho um abraço verdadeiro e quando me sinto protegida.
Escrevo quando penso nas coisas da vida! Algumas que devem ser mudadas o mais rápido possível e outras que devem continuar como são pra sempre.


Raíza Hanna, datado de Março de 2006

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