segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sozinha, espero.


Doente. Quietinha. Não só por estar gripada, mas por bons outros motivos. É quietinha que tenho me encontrado, sobre os outros, sobre mim. Assisto meus filmes, ouço algumas músicas, estudo. De fora vejo o que está dentro de mim. Reencontro os meus sonhos. Sozinha. Em casa, escuto silêncio. Uma segunda sozinha, um domingo (o primeiro), sozinha. Talvez haja uma quarta e uma quinta, assim, também. Encorajadamente, não reclamo, apenas, consentiu. Amanhã haverá, talvez, faculdade. E assim há de ser durante os outros quatro meses. Aqui dentro, lutando por os meus calados sonhos, continuarei. O que falta mesmo é a falta. Não a sinto com tanta veracidade costumeira. Espero. Não sei bem pelo quê, mas espero. Há algo dentro de mim, que me teima em esperar, por algo importante. Minhas alienações talvez tenham um fundo de razão. Talvez eu seja elas em carne viva e fria. Assim, sozinha espero. Por um futuro menos morto, mais aconchegante. Por algo que me aguarda naturalmente, sem ter a necessidade de lágrimas, e sim, só, de sonhos.

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