quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nó.

Tá mais do que na hora de ser verdade, Raíza.
É tempo de sair dessa bolha gigante no qual você se encontra.
Acorda! Há corda.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cara à tapa

R.: - E o que é felicidade, então?
J.: - Felicidade é poder se sentir bem consigo mesmo e com tudo que você faz. É poder deitar a cabeça no travesseiro a noite e dormir tranquilo, sem ficar com ela pesada de tantos medos.
R.: - E como eu faço pra poder ter essa paz tamanha?
J.: - Faça tudo que você sente que tem que fazer. Tudo o que deseja. Meta a cara! Tente! Corra atrás! Não seja orgulhosa, se está com fome vá atrás do que comer. Mesmo sendo fome de sabedoria, de paz, de amor.

Ele se foi.
Ela ficou. E não mudou em nada.

domingo, 27 de setembro de 2009

Mora?




Acho que Renato teve uma feliz percepção, quando expressou a idéia de que 'você me diz que seus pais não lhe entendem, mas você não entende seus pais', pois esta tradução simultânea de pai pra filho é na verdade inexequível!
Há algo mais difícil do que fazer seus pais entenderem os seus gostos cinematográficos, ou pior, musicais?! Se pra você é tarefa fácil e você tira de letra, por favor preciso de aulas intensivas o mais rápido possível.
Deveras é esta dificuldade para nós, filhos, imagine para eles que viveram algum tempo a mais de que nós e com toda certeza acreditam que a verdade estão com eles, só pelo simples fato de terem mais experiência, e claro, por nós termos sidos criados por eles, tendo assim que segui-los nas suas opiniões. Mas aí, dão de encontro com seres, que apesar de terem sidos retirados do seu ventre, criam suas próprias conclusões e divergem no seu modo de pensar! Já imaginou a surpresa que deve ser este choque de 'culturas'?
Com certeza vocês não só imaginam, como já passaram na pele por isto! Mas este encontro cultural é, como qualquer outro, ótimo para nossa visão de cidadãos contemporâneos. ou não?
Se bem que nenhuma 'boyzinha' tira o brilho de um 'broto'. Como nenhum 'morô' ofusca 'é uma brasa, mora?', e vice-versa.

sábado, 26 de setembro de 2009

Desapego

Enfim, o tempo passa; passa e nada muda. O caso todo é que sempre tentei descobrir onde estaria o problema, se estava em mim ou no jeito que o Mundo me vê. Por certo ele não me olha com bons olhos, não com certeza não. Acho que eu já falei muito aqui e para qualquer amigo que me conheça bem sobre o quanto sou sonhadora. Sou sim, demais. O que me irrita muito! E se todos os meus textos falassem a palavra que mais sairia deles seria solidão. É nessa mistura que me encontrei, e que me afundo desde, suponho, a minha vida toda. Parece ser tão difícil qualquer relação que possa suportar neste Mundo que me faz e já me fez pensar muitas vezes em desistir de tudo. Mas, como se desiste de tudo? Isto é algo que nunca me explicaram. Se desistir seria morrer, eu dispenso tal ato imediatamente. Sou muito sonhadora para tomar certas atitudes assim. Então, se for deixar, simplesmente, de sonhar. Aí acho mais complicado ainda. Acabar com os meus sonhos, certamente, é mais difícil. Digo, porque já tentei. Já tentei muito, na verdade. Mas as minhas esperanças são maiores de que eu. Estou por aqui de tanta espera nesta vida. Uma espera que parece nunca acabar, eu sempre sou a melhor amiga da personagem principal e nunca a principal. Talvez seja só porque eu sempre me comporte como tal. É o que me faz pensar, diariamente, em 'Há tantas formas de nascer. Por que eu tinha que nascer tão errada assim?!'. E é o que Chico me responderia, cantando suas rimas alegoricas '(...)E disse meu destino é ser errado assim(...) Mas vou até o fim'. É Chico a questão é de onde arrumar forças para ir até o fim. Dar uma palavra e mantê-la é bem mais difícil. Dar esta palavra a mim mesma pior ainda. Eu sempre me ando errando. E como, como eu posso manter a alegria do começo da semana? Foge-me o sorriso. Foge-me a paz. Fujo de mim. Só quero me encontrar neste lugar, aqui. Há tantas coisas que precisam acontecer para sentir que ainda posso servir para alguma coisa. Estou dependente delas. Que seja sempre movimento, o contrário que disse ela. Seja sempre vida. Que eu acredite mais em mim. Depende só de uma prova. De uma mãe que acredite em mim. De paz dentro e fora de casa. De uma Raíza que não desiste e acredita nos seus sonhos. E que Felipe S. e China possam estar gritando no meu ouvido DEIXE-SE ACREDITAR, ainda, e por diversas vezes.
Um dia chego lá!

sábado, 12 de setembro de 2009

Tribunal de pequenas causas interiores.


Em muitas noites, para conseguir dormir, eu costumo mentir para mim mesma. Isto é algo que sempre fiz, mas que andei percebendo com atenção ultimamente. É verdade que todos nós sonhamos dormindo, e também naquele quase-dormido. Mas comigo acontece além disso, eu conto mentirinhas pra o meu coração para que ele se acalme e eu possa dormir tranquilamente. E dá certo!
Mas essas mentiras têm sido cada vez maiores. Finjo estar com outros sentimentos, e outras realidades para conseguir o tal sono. E isso machuca na manhã seguinte. Machuca ter a certeza de que nenhuma daquelas palavras que eu me disse é verdade.
O mais interessante disso tudo, é que só pela manhã vem o ressentimento de ter sido infiel comigo mesma, um tempo depois já me esqueço. Assim como esquecem tantas pessoas traídas.
Para tais as jugo, na maioria das vezes, indignas.
Pois então, assumo aqui que não tenho dignidade quando minto para mim e nem quando esqueço e perdoo minha própria mentira.
Como defesa de mim mesma, alego que é melhor ser feliz com uma mentira (e conseguir, por tanto, dormir em paz) de que ficar insatisfeita sem ela.
Pré-julgo que mentir para mim mesma continuará sendo um hábito saudável, mesmo com a mágoa pela manhã.
Decreto, enfim, que a réu poderá cometer seu crime todos os dias, mas só no período pré-dormida e com moderação, e terá de cumprir pena pelo resto da sua vida em liberdade.

A pena: Tentar fazer com que suas mentiras virem realidade.