sábado, 26 de setembro de 2009

Desapego

Enfim, o tempo passa; passa e nada muda. O caso todo é que sempre tentei descobrir onde estaria o problema, se estava em mim ou no jeito que o Mundo me vê. Por certo ele não me olha com bons olhos, não com certeza não. Acho que eu já falei muito aqui e para qualquer amigo que me conheça bem sobre o quanto sou sonhadora. Sou sim, demais. O que me irrita muito! E se todos os meus textos falassem a palavra que mais sairia deles seria solidão. É nessa mistura que me encontrei, e que me afundo desde, suponho, a minha vida toda. Parece ser tão difícil qualquer relação que possa suportar neste Mundo que me faz e já me fez pensar muitas vezes em desistir de tudo. Mas, como se desiste de tudo? Isto é algo que nunca me explicaram. Se desistir seria morrer, eu dispenso tal ato imediatamente. Sou muito sonhadora para tomar certas atitudes assim. Então, se for deixar, simplesmente, de sonhar. Aí acho mais complicado ainda. Acabar com os meus sonhos, certamente, é mais difícil. Digo, porque já tentei. Já tentei muito, na verdade. Mas as minhas esperanças são maiores de que eu. Estou por aqui de tanta espera nesta vida. Uma espera que parece nunca acabar, eu sempre sou a melhor amiga da personagem principal e nunca a principal. Talvez seja só porque eu sempre me comporte como tal. É o que me faz pensar, diariamente, em 'Há tantas formas de nascer. Por que eu tinha que nascer tão errada assim?!'. E é o que Chico me responderia, cantando suas rimas alegoricas '(...)E disse meu destino é ser errado assim(...) Mas vou até o fim'. É Chico a questão é de onde arrumar forças para ir até o fim. Dar uma palavra e mantê-la é bem mais difícil. Dar esta palavra a mim mesma pior ainda. Eu sempre me ando errando. E como, como eu posso manter a alegria do começo da semana? Foge-me o sorriso. Foge-me a paz. Fujo de mim. Só quero me encontrar neste lugar, aqui. Há tantas coisas que precisam acontecer para sentir que ainda posso servir para alguma coisa. Estou dependente delas. Que seja sempre movimento, o contrário que disse ela. Seja sempre vida. Que eu acredite mais em mim. Depende só de uma prova. De uma mãe que acredite em mim. De paz dentro e fora de casa. De uma Raíza que não desiste e acredita nos seus sonhos. E que Felipe S. e China possam estar gritando no meu ouvido DEIXE-SE ACREDITAR, ainda, e por diversas vezes.
Um dia chego lá!

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