sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

a deus

...e sobre o caminho sem volta, eu acho que eu preciso parar de gostar dele. claro que ele continuará no meu coração, mas terá que ser num espaço menor. enquanto ele estiver ocupando esse terreno enorme no meu peito, eu nunca conseguirei gostar de outro.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caetano,

Se eu tenho sorte?
Olha, eu a tenho sim. Sabe de uma coisa eu cansei dessa história de não ter sorte no amor, pelo contrário, descobri que tenho sorte sim, e muita! A minha sorte é tão grande, que quando ela aparecer será pra valer, será forte como uma chuva no meio do sertão. A minha sorte me trará um amor que será maior do que qualquer outro já visto antes. E os romances já escritos, os clássicos, ficarão pequenos perto da imensidão do que está por vir. Eu tenho certeza disso.
Agora o que me deixa perplexa é você, que saiu daqui dizendo que ia atrás do seu novo romance, saiu alegando que o maior afeto do Mundo tinha te afetado, que a sua sorte era maior do que a de qualquer outra pessoa por ter encontrado alguém como ela, lembra? Pois, então por que agora você vem me dizer que está infeliz? que está sozinho e não tem por o que viver? Olha pra o teu lado, você tem algo que tantas pessoas procuram por aí, o amor. E se não é amor, então pra que perder tempo. Se era e não o é mais, a vida segue. Outros virão, não é mesmo?
Na última que te mandei, me referia tão sentimentalmente sobre nós. Mas ainda continua sendo verdade, a tua frase ainda não me sai da cabeça. Teus olhos pregados nos meus, e tua boca dizendo '-Com esse teu sorriso, Zuleica, você conquista o que quiser, conquista o Mundo'. Quando te perdi, pensava constantemente, 'mas eu só queria ter te conquistado', mas isso foi antes, o tempo ensina. Ele me mostrou que posso conquistar sim o que eu quiser, mas as pessoas também precisam querer serem conquistadas.
Você não quis.
É melhor ficarmos por aqui, Caetano. Já apaguei sua imagem refletida por a luz que iluminava sua nuca naquela tarde, já esqueci o seu cheiro de cigarro e o quanto eu tinha que te dar colo para que seu pânico passasse. Tudo ficou naqueles dias. Congelados. E lá permanecerão.

Segue. Não me responda.