quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Carpe Diem

Meus olhos brilham, tão forte que qualquer um pode perceber. Me lembro de um apagão. Um não, dois! De um vento que teimava em mexer no teu cabelo já bagunçado. Uma estátua de praça nos olha enquanto conversamos. Tudo está parado nesse momento, nem ao menos consigo ouvir o que os outros dizem. Só tua voz, falando de times de futebol; de bandas e de um passado nosso que (meio que) não existiu. Aqui, nesse ponto de tempo congelado, a gente não imaginava o que estava ainda por vir.
Depois dali, teve um sol que nasceu. Teve um planeta e um outro sol no chão que nos assistiu. Um caminho em movimento constante.
Houve as cores das camisas na cena seguinte. Números e letras confrontando-se. Uma biblioteca que tocava 'O último romance' dentro da gente. E vários nãos como esconderijo para um sim aberto num sorriso meu.
Isso é sobre uma semana única, saboreada dia por dia com hora marcada.
Quase um filme. Só que melhor, real.

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