quinta-feira, 24 de março de 2011

Toda história precisa de um ponto final

Então foi aquele choro tão profundo e cheio de dor o meu último por você.
Nenhuma lágrima mais escorrerá em meu rosto por esse amor.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Abuj

Vou de coração aberto.
Escolho os caminhos de todo coração.
Ele que me guia.
Vou de coração saltitante, cheio de saudade.
Vou de coração latejante, machucado, aos pedaços, sangrando por dentro, mas vou.
Vou porque é por felicidade, e tanta tranquilidade.
Vou de coração todo e inteiro apesar de quebrado.
Vou porque irei sempre. Sem dúvidas, sem pensar.
Hoje sou só coragem. Ajo só pelo coração.
Vou pelo sorriso, pelo cheiro, os olhinhos em linha reta e brilhante (olhos de quem sorri sinceramente).
Vou por me sentir em casa, vou pela conversa, pelo jeito único, por não querer nunca mais sair de lá.
Vou inteira, toda, completa.
Corpo, alma, coração.
Vou por esse amor cansado, mas que teima tanto em criar raízes em mim.
Vou!
E depois fico. Fico assim.
Estraçalhada de novo. Acabada.
Sem esperanças.
Puro choro.

10

Eu te vejo, e então sinto mais saudade.
E eu não sei mais o que fazer com esse amor.

domingo, 13 de março de 2011

Como poder não querer?

Preciso parar de estar tão para dentro.
É que quando se está para dentro, se esquece do resto.
E o resto agora se torna essencial.
Sabe estudar, estudar inglês, estudar economia, estudar planejamento de comunicação, estudar a publicidade.
E mais ainda de direito, que é o que se faz necessário agora.
Mas a vontade de dentro mesmo é estudar música, poesia e um pouquinho de francês.
E me estudar, frágil e forte como tenho sido.
Mas não posso, não tenho tempo. Agora.
Mas quero mesmo me estudar,
Deixo pra depois. O depois chega, mas tarda a vir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quarta-feira de Cinzas



Tudo o que respiro, aqui deitada em minha cama com os pés pra cima olhando minha janela particular pra Paris, me entra pelas narinas com tudo o que o Mundo carrega. Sinto o silêncio e o terror do abismo que me separa de mim mesma fria e gélida e o Mundo de fora com todas as suas coisas faiscantes, tocantes, palpáveis. O que tem dentro de mim é sentimento feito água, vasto, mas sujo. A dor toca minha água de dentro, sujando tudo. Deixando tudo o que está por fora cheio de mau-cheiro.
Hoje, nem minha luz alaranjada, nem minha janela pra Paris pintada, nem meu quarto verde... Nada me acalma. A água de dentro começa a tomar forma e invade meu rosto deixando-o todo respingado de dor.
Meu violão intocável, e nem meus filmes me tiram de mim hoje. Estou para dentro. Sem esperança nenhuma. Só lembranças etílicas que tentam sempre apagar as sóbrias. Por mais que estas sóbrias sejam melhores, as bêbadas são tão bonitas quanto elas.
Me curvo diante de mim e do meu vazio de sempre aberto. Continuo me afastando do Mundo cada dia um pouco mais, tentando ser melhor. Mas há dias que o melhor é a morte. Para o Mundo, e tudo que há nele. Para as pessoas que a gente cansa de amar, de querer bem, e pior de querer por perto. Cansa de querer perto, sem ter. Morrer para si mesma por alguns instantes e mergulhar num céu frio de todo dia. Minha solidão é o que eu tenho de meu. E é da dor que espremo poesia, mas também paixão.