segunda-feira, 29 de agosto de 2011

(des)envolver

Isso de não se envolver é besteira, todos nós nos envolvemos.
Só que alguns por mais tempo que outros.

Pingente

Eu sei que eu vou me arrepender depois, mas acontece que eu sou assim. Eu só sinto, vivendo.
Eu posso prever muita coisa. Preveja que vou me encontrar um dia sozinha, e me sentir sozinha, prevejo que vou lembrar das nossas histórias e sentir um saudade apertada no peito e que eu vou imaginar como seria se a gente ainda continuasse juntos.
Eu vou me arrepender de ter resolvido tudo do modo que resolvi, mas depois eu vou sorrir e saber que a vida segue, sempre seguiu.
Talvez eu seja realista demais. Eu me tornei assim. Não foi o Mundo que me tornou assim não, porque essa história de circuntâncias da vida que te fizeram mudar é balela de gente revoltada sem causa. Eu me tornei assim, porque eu quis. Não que eu mande no meu coração completamente, nem nos meus sentimentos.
Vivem dizendo por aí, e olha que não são poucas as pessoas, que eu sou uma pessoa forte.
É, talvez eu tenha mais força do que muita gente por aí. Mas eu não me sinto a melhor pessoa do Planeta por isso. Ser forte demais, é também ser independente demais, é não se apegar de verdade, é não se entregar de verdade.
Eu nunca me entrego de verdade. E daí? Daí que isso enche o saco.
Daí que eu prefiro me apegar com o que me deixa liberta, com o que me faz sentir falta.
Eu não mereço ninguém. Mas olha, ninguém merece ninguém. A gente fica juntos porque gosta, porque quer.
Nem tudo é tão sério. A vida é uma brincadeira. Mesmo séria.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Já que minha cabeça não pára, vou escrever

Eu tenho um cartaz, um panfleto, um crachá e uma faixa pra fazer. Queria usar Illustrator, mas me deram o arquivo em Corel. Tenho uma arte pra fazer pra um outro trabalho da faculdade. Nem sei como começar. Não tive tempo de ter idéias. Mesmo sem tempo, eu tenho idéias mesmo assim. Mas hoje ficou tudo branco. Eu preciso gravar pra um spot. Comercial do curso. E tenho que pesquisar um monte de produtos no Bom Preço pra fazer uma lista pra aula de quarta. Eu tenho que decidir a roupa que eu vou hoje de noite. Antes, eu tava decidindo se eu ia realmente hoje de noite. Mas isso eu já resolvi. Vou. Mas ainda tenho que decidir se vou só pro show da Caravana, ou dou uma passada pelo Arsenal. Eu tenho que pensar sobre meus estágios. Ver se consigo ficar nos dois. Isso se eu ficar no outro. Eu tenho que arranjar um fiador pro meu Fies, ou vou ter que pagar minha faculdade com meu próprio dinheiro. Eu preciso mandar uns documentos pro Rio de Janeiro pra cancelar a conta de telefone. E tenho que ver se minha transferência na faculdade foi aceita. Eu tenho que visitar Bruna e Larinha, faz tanto tempo que prometo. E também ligar pra Danúbia e saber do filhinho dela, se nasce agora ou ainda demora. Eu preciso comprar roupas novas. Cortar o cabelo. Eu preciso pensar se minha relação tá dando certo. Se vale a pena continuar tentando, ou só vou machucar mais ainda a outra pessoa. Isso é o que mais me prende no pensamento. Mas, ah! Eu preciso comprar outro celular, mesmo gostando de estar sem um. Também tenho que me acostumar a ser menos sozinha, mais companheira, mais aberta, mais sincera. Eu tenho que tentar não decepcionar meu namorado, meus amigos, minhas chefes do trabalho, meu irmão e meu pai. Meu pai eu tento não decepcionar nunca. Isso me mataria. Não posso esquecer que eu tenho que ler Admirável Mundo Novo, Cem anos de solidão, uns outros de Jostein Gaarder. Mas ainda nem acabei o de Zibia Gasparetto. Nem sei se vou acabar. Eu quero assistir o Melancolia na Fundação, o Homem do Futuro no Tacaruna e Os Sonhadores, que está em casa, no meu computador. Tenho que escutar os Cd's que baixei e ainda não ouvi. Tenho que escrever mais. Tenho que escrever no blog. Tenho que terminar meus artigos sobre Amelie Poulain, Folk, Publicidade em Redes Sociais, e algum assunto sobre moda que ainda não bolei. Eu preciso descobrir se eu amo alguém. Se escrever o que penso e divulgar isso é uma forma de machucar outrem.Tenho que me inscrever na aula de meditação e juntar dinheiro pro intercâmbio. Tenho que começar a pensar no meu TCC, e...

Eu preciso respirar e parar de pensar por um minuto.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MEDITAÇÃO

A vida continua, sempre. Independente da falta, da saudade.
A gente segue. Segue nesse caminho infinito, um pouquinho a cada dia.
Só pra saber o que vem amanhã. Só por curiosidade. 
Afinal, se a gente parar agora, como vai terminar essa nossa história?
É preciso viver pra saber. É preciso sorrir. E olha, a gente sorri.
A gente sorri, mesmo quando aquela dor sufoca nosso peito.
Nós temos dores, e elas ficam entranhadas no nosso coração. E ficarão a vida toda.
A gente só precisa se acostumar com elas, deixa-las guardadas e mostrar pra vida que a gente pode ser feliz apesar de alguns erros, dores ou sentimento ruins.
A saudade machuca. Mas se machuca é porque foi bom.
A gente acha que depois de algo tão ruim, a gente vai parar. Não vai conseguir continuar.
Mas, um dia vem depois do outro. E a gente continua sorrindo, continua percebendo as coisas mais pequenas e bonitas da vida. E a gente se apega a elas. Como se para continuar, a gente precisasse de algo muito bonito, o mínimo que seja. E a gente precisa. 
Inventamos as coisas da vida, pra preencher esse tempo. Esse curto espaço de tempo que cada um de nós temos. 
Inventamos o trabalho, as festas, os filmes, a imaginação, os jogos, os estudos. Inventamos o amor.
Pra passar esse tempo.
A solidão a gente não inventou não. A gente nasce com ela. Nós somos a solidão, porque a solidão é a nossa essência. Nossa essência de busca pelo outro, busca pelo movimento, pelo prazer. Tudo pra tapar um buraco que tem dentro da gente.
Ainda brincamos de inventar os romances, as amizades, os carinhos. E para conta-los, as palavras, os textos, as poesias.
A gente precisa infinitamente nos contar, nos sentir.
O sentimento também nasce dentro da gente logo de começo.
Então procuramos estender o outro, amar uns aos outros. E tanta gente esquece de se amar.
Amar-se, conhecer-se. Isso é mais importante. Não é triste, é verdadeiro.
Mas o que é verdadeiro ou falso? Quem inventou a descrição de cada palavra. Onde está o certo?
Pergunte-se. A nossa vida é uma só. Pelo menos é essa aqui, a que estou vivendo agora, e essa aqui a que você está lendo isso agora. É essa vida que temos consciência. Ela é que importa.
Será que a preenchemos do modo como gostaríamos. Será que temos direito a gostar de algo.
Não sei responder nenhuma das minhas perguntas a mim mesma, ao Mundo.
Tomara que eu nunca tenha certeza de nada. Esse é o sentido da busca.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Crimideia

Eu nunca mais serei a mesma que fui antes.
É que o que mudou dessa vez, está dentro de mim.