quinta-feira, 24 de abril de 2014

Solo

Solidão, companhia insana.
Parte de nós, volta.
Acompanha nossos medos,
destrincha nossas entranhas,
                          nos come.
Nos come na hora do almoço,
                               nos mata.
Disfarçada em telas virtuais
mora nas redes sociais:
                          vazia.
Simpática companheira.
Solidão.
Solitude.
Sozinho.
Solo de guitarra.
Me enche de amargos devaneios,
me repudia em querer-me só.
Como é triste alguém sozinho, tenho dó!
Quando todos somos sozinhos,
              não há pra onde fugir.
Só: numa foto cheia de gente.
Só: na conversa fria de um bar.
Só: quando se está consigo mesmo.
Não há mais para onde correr,
só pr'onde fica-se só.