quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Sentir ou Uma resolução de um ano de sentidos

Finalzinho de ano, e dia desses me peguei pensando sobre tudo o que esse dois mil e quinze foi pra mim, enquanto andava de bicicleta em baixo de um céu laranja-rosado, pegando a mesma rota que passou a ser parte de mim esse ano, assim como o destino final dela.
Esse ano foi um ano incrível pra mim. Sim, incrível. Acho que a partir de agora vou passar a acreditar mais nos anos ímpares, e duvidar um pouco dos pares.
Esse ano foi ruim. Foi ruim pro Mundo, e ruim pra esse brasilzão, é bem verdade. E olha pra minha vida estudantil/profissional também não foi lá grande coisa. Tivemos muitas decepções. Mas ao que cabe minha vida pessoal, minha aprendizagem como ser humano, como uma pessoinha que quer aprender cada vez mais coisas boas, pra essa parte, foi uma iluminação.
Em dois mil e quinze, eu aprendi a ser mais eu, e a voltar a me amar muito. Em dois mil e quinze, eu deixei toda a mazela de um dos piores anos da minha vida, o ano passado, e coloquei a cabeça pra cima, e as energias boas pra dentro de mim. 
Esse ano eu aprendi a acreditar mais em mim mesma,e conhecer cada vez mais coisas, e a ser forte e continuar forte nas minhas decisões. Esse ano eu viajei muito. Gratidão pelos lugares lindos que passei. Buenos Aires. São Paulo. Goiânia. Chapa Diamantina (e toda a estrada que une Recife a ela). João Pessoa (e o amor que recebi em um fim de semana imensurável). Macuca e seus ácidos com muito amor.
Em dois mil e quinze, eu conheci pessoas boas e fiz amizades, algumas passageiras, outras que quero levar pro resto da vida. Em dois mil e quinze eu livrei meu coração de todo peso e o deixei aberto pro Mundo, e me joguei, me sujei, fiz o que queria. 
Em dois mil e quinze tive várias primeiras vezes. Isso não pode deixar de existir nunca!
Em dois mil e quinze, eu descobri que o amor ainda é possível, que ele existe e só tá solto por aí, esperando que você de repente no meio de uma tarde de terça-feira resolva ir ali de lado tomar uma cerveja, e aí, isso pode mudar todo o seu planejamento. Porque bom mesmo é não fazer planos. É esperar pra ver o que vai rolar, e se guiar pelo seu coração.
Em dois mil e quinze, eu aprendi que o amor é muito maior, é algo que não se nomeia, não se mostra, não se define. Só se sente.

Em 2016, quero sentir mais, pensar menos. Quero inventar novas formas de ter certezas. Quero amar mais. Quero aprender mais. E quero me deixar surpreender pelas coisas boas que a vida traz pra gente.

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