terça-feira, 25 de abril de 2017

Pássaro da manhã

Na gaiola do ser,
de alma desabrochada,
nos frios arames que me rodeiam,
não posso sair.

Mas dentro do ninho,
de dentro da gaiola,
de dentro da varanda,
eu, de dentro de mim,
estou mais quentinha
que os urubus que avoam rasos por aí.

Nenhum comentário:

Postar um comentário